quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CIA, NSA e a espionagem à minha casa




Passados estes anos cheguei à triste conclusão que sou um ser completamente insignificante... pelo menos para os nossos amigos americanos.

Então não é que os Estados Unidos andam/andaram a espiar toda a gente nos últimos tempos e eu não dei por nada! Fartei-me de procurar os gravadores lá em casa e não encontrei nada! Nem um pequenino... Serão as conversas do Papa Francisco mais reveladoras do que as cusquices contadas entre um e outro copo de vinho num jantar cá em casa? Nada?! Nem um relatoriozinho sobre mim?!

Será que lá no fundo guardam os registos do meu telemóvel? É melhor alugarem um armazém baratinho lá para os lados de Washington, pois a minha utilização deste aparelho é extrema: sms, mms, fotos, vídeos e... de vez em quando também faço chamadas!

Será que andam atentos às chamadas do telefone fixo? Mãe, temos de deixar as conversas para quando estivermos juntas!

Será que vistoriam as minhas contas bancárias? Com sorte estão neste momento a fazer um peditório pelos corredores da CIA e da NSA...

Será que sabem de cor os meus registos médicos? Aposto que estão preocupados com as parcas visitas ao dentista...

Será que controlam as minhas navegações Internet fora? Será que se eu escrever neste post as palavras Islão, muçulmanos, torres, tráfico, droga, armas, terrorismo, bombas e "boom!" vão vigiar o que escrevo? Se for o caso, senhores da CIA e NSA, por favor tornem-se seguidores da página só para eu ficar mais feliz e, assim, de certeza não perderão pitada dos meus textos!

sábado, 26 de outubro de 2013

Estou em modo "conflito geracional"

É verdade, estou a sentir um verdadeiro "conflito geracional" e ainda nem tenho filhos.

Começo agora a achar que os nossos filhos, sobrinhos e afilhados devem parecer sempre melhores do que são... até chegarem à adolescência.

Quando são pequenos são os mais lindos, fazem sempre as gracinhas primeiro que todos os outros, são sempre muito desenvolvidos para a idade e têm uma genialidade precoce, que quase nos leva a dizer que fazem os melhores cocós do mundo.

Mais tarde, conseguem ter conversas em que juramos parecerem adultos, o que demonstra, mais uma vez, que são dotados de uma inteligência acima da média.

Mudam a voz, nascem-lhes borbulhas aos magotes e estão dados os primeiros passos para começarem a perder a graça. Sim, acontece a toda a gente... Já não são assim tão bonitos, já só dão problemas na escola, ignoram e rejeitam qualquer sinal de carinho, acham que os estamos sempre a envergonhar, enfim...

O pior, no entanto, é quando as doidas das hormonas os transformam em Don Juan's de palmo e meio. Não passou assim tanto tempo desde que nasceste e eu não sou assim tão velha, mas sinceramente não percebo os relacionamentos de hoje...

Podias por favor não enviar 300 sms por dia? Podias telefonar-lhe e assim poupar tempo? E, quem sabe, olhar para mim enquanto falamos? Podias largar o facebook e simplesmente sair de casa?

A sério? Já passou assim tanto tempo desde que andei contigo ao colo?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A bússola do "depressa-para-chegar-a-casa"

De manhã fingi que já não me lembrava desta estrada, do deserto de alcatrão pintado esporadicamente de outros carros e da planície verdejante depois das primeiras chuvas.

Tinha saudades dos cheiros, das flores, dos sobreiros, dos touros bravos, das vacas e das ovelhas.

Mas o melhor foi chegar ao fim do dia e lembrar-me como é bom ter meia-hora só para mim, guiada pelo rádio e com a bússola a apontar para "depressa-para-chegar-a-casa"!


domingo, 20 de outubro de 2013

2º dia de treino

Confesso que hoje me faltou a vontade de fazer exercício físico pela manhã. Não houve aquele "click" que me normalmente me faz saltar da cama. Vou culpar o calor dos meus cobertores, porque no fundo eu até queria ir. Vou culpar o frio em vez da preguiça, numa tentativa de me enganar a mim própria...

Mas fui, e hoje tive companhia. Começámos a uma boa velocidade, mas depressa liguei o meu mp3 como quem diz que "isto não é uma competição, quero apenas respeitar o meu próprio ritmo". Mentira! Tudo para mim é uma competição, mesmo que não o admita.

Esforcei-me mesmo e, por fim, o triunfo! Voltaste para casa enquanto continuei no nosso ginásio ao ar livre. Tinha ganho! No entanto, alguns segundos depois senti a tua falta. Levaste a motivação e o click que me fez sair de casa, agarrados aos teus ténis... Voltei para casa a correr, mas se me perguntares a razão de tamanho empenho vou dizer-te que foi pelo exercício, foi porque me faz bem à saúde...

Alerta importante para mentes desmioladas!


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sábado, 19 de outubro de 2013

Como de costume, um dia com muito para dar!


Hoje acordei à hora do costume. Aconcheguei-me para tentar dormir mais, como de costume. Aguentei na cama até ao limite e levantei-me uma hora depois. Ainda de pijama fui cumprimentar o sol, que me respondeu calorosamente.

Vesti a roupa mais desportiva que tenho (muito pouco fashion, por sinal) e saí de casa, não sem antes me munir do meu mp3.
Ali perto, fui dar um beijo rápido aos meus pais e depois enchi-me de coragem (sim, requer coragem!) e fui andar a pé.

É engraçado como o meu bairro parece diferente quando está a acordar. Pelas ruas vêem-se apenas os pais a passear os filhos madrugadores em bicicletas coloridas, com os olhos cheios de cansaço.

Sigo caminho. Mais à frente encontro uma ou outra pessoa a fazer jogging. Sim, são muito mais valentes do que eu! Estão vestidos a rigor, como que a envergonhar a roupa que trago. Só pela roupa nota-se claramente quem são os experientes e quem são os principiantes.

Sigo caminho. O ar tem outro cheiro e as flores têm outras cores. Descubro pormenores que sempre se esconderam de mim nas minhas voltas de carro.

Sigo caminho. Algo me diz que o dia ainda tem muito para dar...

O romantismo morreu!

Sim, o romantismo morreu! Ou então desapareceu, tem de ser isso...

Desapareceu da minha casa sem deixar rasto, deixando para trás apenas as lembranças de outros tempos... Suspeito que tenha sido raptado pela rotina, que já há muito lhe piscava o olho.

O romantismo tem cheiro de flores, de pão quente pela manhã, de cartas de amor escritas com sentimentos à flor da pele e palavras ditas às estrelas. Sei que esta descrição pode não ajudar muito a descobrir o seu paradeiro, mas peço a quem por acaso o vir para o devolver logo que possível.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Os VIPs e outros que tais...


O tapete foi escolhido pelo "mais-que-tudo" e muito bem escolhido!

O primeiro comentário da minha mãe foi "Tens a certeza que podemos entrar?" Foi a pergunta mais ridícula que podia feito. (Desculpa, mãe!)

Afinal o que é ser VIP? Devemos todos lembrar-nos que "VIP" é tão somente "Very Important Person" e quem mais importante que a nossa família e amigos?

Na maior parte dos casos, associamos automaticamente a figuras públicas, normalmente ocas de conteúdo e de presença assídua em revistas "da especialidade".

Há uns meses, enquanto folheávamos um exemplar de uma destas publicações, o meu afilhado mostrou-me como é difícil explicar este conceito a uma criança de 6 anos:

R: "Quem são estas pessoas? Fazem o quê?"
Eu: "São pessoas famosas... Pessoas conhecidas..."
R: "Mas... são TUAS conhecidas?"

Amei a resposta, essencialmente porque não consegui explicar porque raio eram famosas! No universo dos 6 anos, o Cristiano Ronaldo esforça-se para ser um bom jogador e isso torna-o conhecido, mas como explicar por "A+B" que há pessoas que são conhecidas só porque... só porque sim?!

A partir de agora, só permitimos a entrada de VIPs cá em casa... mas dos verdadeiros! 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Há dias assim...



Há dias em que acordo com vontade de engolir o mundo, de levar tudo à frente e sem olhar para trás, como um tornado a passar num bairro de casas com lindas cercas brancas.

Há dias que me apetece dar cabo de ti só com as palavras. Há dias em que cada vez que inspiras e expiras acabas com um pouco mais do meu oxigénio. Há dias em que gostava que fosses feito de uma outra massa, em que gostava que fosses feito de força e energia, em que gostava de me encostar no teu peito e sentir-me segura e protegida. No entanto, no teu peito bate um coração tão grande que cada batida tem um nome, um outro nome, vários nomes, vários perdões dos quais já nem te lembras a origem.

Há dias em que me apetece esmagar cada um desses perdões, cada momento em que te esqueces do que te magoou, com a ligeireza de quem perdoa e esquece.

Há dias em que gostava que tivessem tanto de reivindicativo com tens de generoso.

Tenho medo que o mundo te engula de tão frágil que és. No fundo, sou eu que te dou o meu peito para te sentires seguro e protegido. E eu, onde me poderei eu aninhar?

terça-feira, 15 de outubro de 2013


Mia Couto foi comigo de férias.

Comecei e terminei esta viagem por uma "Terra Sonâmbula".

Quando chego ao fim de um livro é quase inevitável a sensação de desconforto, como se uma parte de mim continuasse mentalmente a história já acabada.

E agora? Que livro se segue?

Já sei que são coentros!


Estão a rebentar as primeiras folhas realmente com "forma" de coentros! Como "agricultora" novata que sou, só agora pude confirmar: são coentros!! Estou orgulhosa!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Assalto de génio ou será assalto ao génio?

Antes de mais devo começar por lamentar o que aconteceu com José Luís Peixoto em Bissau, onde foi agredido e assaltado. Notícias correm sobre o episódio que marcou a sua visita e que lhe custou... um telemóvel.

Instantaneamente, num daqueles pensamentos que reprimimos, dei comigo a pensar "e se fosse eu a assaltá-lo? O que podia ele ter que me interessasse?" A resposta atingiu-me rapidamente! Num ápice, e sem que pudesse evitar, passei dos pensamentos remotos aos hipotéticos planos de acção.

José Luís Peixoto tem efectivamente algo que me interessa muito. Algo que de forma lícita nunca vou alcançar, pelo menos no tempo de uma só vida. Pretendo avançar tão brevemente quanto possível!

Vejam este cenário: um dia abordo o autor com a minha fraca capacidade de escrita, ele fica de imediato incrédulo e imobilizado. Nisto, e com medo que ele fuja, atiro-lhe com um post. Antes que consiga reunir mais algumas provas do meu "eu literário", sou atingida por um olhar de misericórdia (e quase de desdém) que vem na minha direcção. Consigo recompor-me e riposto com uma ou outra ideia sobre um poema e a resposta vem supetão... Recita "Palavras para a Minha Mãe". De imediato caem por terra todas as minhas aspirações.

No fundo, como posso ter ambicionado roubar a alma, o génio e o talento de José Luís Peixoto?

Decidi deixá-lo continuar a deslumbrar-nos com as palavras que eu gostava de ter escrito e como os pensamentos que tantas vezes partilhámos, mesmo sem ele saber.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Workaholic - parte I


Imagino-me um dia a entrar numa sala cheia de pessoas sentadas em circulo e a dizer: "Olá a todos, sou uma 'workaholic'! Sou absolutamente viciada em trabalho!" Claro que teria de terminar a frase com "...e gosto!". Isto acabava com qualquer sessão de grupo e com a esperança de redenção para qualquer moderador.

Não acho que a minha vida pessoal ou social seja fortemente afectada pelo meu comportamento quase compulsivo. Por outro lado, talvez a minha família e amigos já se tenham habituado às minhas rotinas e compreendam que todo o stress acaba por me fazer falta. Agora que escrevi isto, qual é o viciado que admite a profundidade do seu vício? Bem, adiante...

"O trabalho liberta" pode ainda hoje ler-se à entrada do campo de concentração de Auschwitz. Não posso esquecer o portão de ferro fundido que imortalizou estas palavras mas, retirando a expressão deste contexto, não poderia concordar mais. No fundo, é o nosso trabalho que paga a nossa vida, que nos permite sonhar, que nos permite termos mais ou menos luxos.

É o dinheiro que ganho que me põe comida na mesa, que me paga as contas, que me permite viajar (não tantas vezes como gostaria), que me faz ter um carro e uma casa que adoro, que leva os meus filhos ao colégio (quando os houver, claro!), que me paga os jantares com amigos, que me permite oferecer aquela prenda, que, no fundo, me permite viver para além do trabalho.

Podemos achar que nunca somos justamente recompensados pelo nosso trabalho, mas a mim chega-me chegar ao final do dia com o sentimento do missão cumprida.

sábado, 5 de outubro de 2013

O meu guarda-fato arrumado!



Qualquer coisa mágica acontece quando olhamos para um guarda-fato arrumado. Exemplo disso é a forma como nos apaixonamos cada vez que vemos o catálogo do IKEA e pensamos, automaticamente, no que teremos de fazer para ter aquilo em casa. Primeiro passo: comprar roupa!

Há uma qualquer reacção química que faz com que todas as mulheres sintam um desejo enorme de comprar mais e mais peças para preencher o pouco espaço que possa restar. E é sempre pouco...

Organizar toda esta panóplia de cores, tecidos e texturas é um processo pessoal e quase religioso. Requer método, regra e empenho. Sem esquecer que cada peça tem uma história, um qualquer momento cosido em linhas que só nós vemos: o encontro que tivemos com aquele vestido, a camisa que levamos àquela entrevista, o top que tínhamos quando recebemos aquela notícia... Como organizar tudo isto?

Há quem organize por gradação de cores para simplificar a selecção, há quem prepare em sequência as devidas combinações, quem pense na "função" e ocasião para usar... Eu confesso que sou fã do modelo "meter-tudo-no-armário-e-esperar-que-o-meu-discernimento-às-sete-da-manhã-não-me-deixe-ficar-mal"... Sim, acho que isto explica o meu armário!